Álvaro Pacheco: “Até o empate era injusto”

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O treinador do FC Vizela lamentou o resultado, mas ficou orgulhoso com a exibição da equipa e puxou da estatística para reforçar a opinião.

Álvaro Pacheco dissecou o jogo e lamentou o pormenor que ditou a derrota num encontro em que a equipa do FC Vizela foi superior.

ANÁLISE AO JOGO: “O FC Vizela entrou muito forte e não deixou o Gil Vicente fazer as suas ligações. Fizemos uma primeira parte avassaladora, tivemos muitas oportunidades. O Ricardo Soares é um grandíssimo treinador e monta sempre excelentes equipas sem bola, mas nós fomos capazes de desmontar as linhas do adversário e criar oportunidades. O que faltou foi estabilidade. O Gil Vicente sente-se mais confortável e não comete tantos erros que fazem a diferença. Cometemos um penálti desnecessário e fomos condicionados por isso. Depois andamos sempre atrás do resultado, mas com superioridade. Na segunda parte, voltámos muito fortes, levámos a bola ao ataque, mas perdemos lucidez nas decisões. O Gil Vicente só conseguiu equilibrar quando nos descaracterizámos um bocadinho, já com muita gente no ataque. Na reta final, voltámos a empurrar o adversário para trás, criar novamente oportunidades. Perdeu a melhor equipa.”

ESTATÍSTICA: “Tivemos mais de o dobro dos remates (19 contra 6) e mais cantos. Ainda não revi o jogo, mas, se tivéssemos empatado, estaria aqui a dizer que o resultado foi injusto. Imaginem tendo perdido… O futebol é mesmo assim. Agora é analisar o que foi este jogo e o grande desafio é melhorar pequenos pormenores que, num jogo, têm uma influência muito grande.”

SUBSTITUIÇÕES: “Concordo que perdemos fogo depois de o Cassiano ter saído, mas não creio ter sido por isso. É normal no final dos jogos, os jogadores começarem a pensar mais no resultado do que nas tarefas e nas ligações. Estavam mais preocupados em marcar do que em perceber o que tínhamos de fazer para marcar. Entrei com Cassiano, Schettine e Kiko Bondoso e foram fantásticos na pressão. Senti, na segunda parte, que precisava de refrescar os jogadores da frente para procurar o espaço com outra velocidade. Precisava de jogadores mais frescos para ajustar a equipa posicionalmente e sermos mais rápidos nisso. O Cassiano e o Schettine já estavam a ter dificuldades nos ajustes. Queríamos continuar a mandar no jogo.”