Álvaro Pacheco: “Temos muito orgulho em quem somos”

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Foi com semblante carregado e ainda a restabelecer-se das emoções que o treinador do FC Vizela falou aos jornalistas, partilhando um sentimento de tristeza pela forma como viu terminado o sonho de prosseguir nesta edição da Taça de Portugal, num jogo em que a sua equipa, apesar da grande prestação, teve de lidar com contrariedades a mais...

ESTADO DE ALMA: “Não me apetecia muito estar aqui. Estou aqui por respeito a vocês (jornalistas) que estão a fazer o vosso trabalho e por respeito principalmente a estes adeptos e cidade que eu amo. Eu amo Vizela e amo estes adeptos. E amo esta equipa e estes jogadores. Claro que estou triste. Tínhamos o sonho de chegar ao Jamor, como toda a gente que está no futebol português tem. Viemos aqui com essa ambição e crença de que era possível. Não conseguimos. Resta-me dar os parabéns ao Vitória SC, dar os parabéns ao Moreno, que está a fazer um trabalho fantástico, pela forma como transformou o Vitória SC numa equipa competitiva e coesa. Está a fazer um excelente campeonato e desejo-lhe as maiores felicidades nesta prova.”

ANÁLISE AO JOGO: “Falar do jogo? O que é que eu vou dizer? Se olharem para os lances, o primeiro amarelo ao Anderson, vejam se não é exatamente igual a um lance sobre o Guzzo na área. Vejam se não é exatamente igual. A forma como o Tomás é expulso, vejam se não há situações contrárias exatamente iguais. No penálti, o meu guarda-redes é calcado. Tenho muito orgulho dos meus jogadores. A forma como têm lidado com contrariedades tremendas, a postura, a coragem, a determinação, a identidade, principalmente eu e os meus jogadores vamos chegar a casa e ter muito orgulho de quem somos. Eu olho nos meus filhos e sei que têm orgulho no pai. É sério, honesto e trabalha com grande ambição. E os meus jogadores também, por isso, estão de parabéns.”

ARBITRAGEM: “Não quero falar muito. Eu já fui expulso, mas acho que não me vão tirar do próximo jogo. A única coisa que perguntei ao árbitro foi o porquê desta dualidade de critérios. Eu acho que, por isso, não me vão tirar de um jogo importante. Já me conseguiu tirar dois jogadores, espero que tenha o bom senso de permitir que eu possa estar com os meus jogadores, com a minha equipa a disputar o próximo jogo. Aquilo que tenho de realçar é isto: uma primeira parte equilibrada, em que o Vitória SC teve algum domínio, mas sem grandes oportunidades. Mais um lance infeliz da nossa parte que deu o autogolo, mas depois fizemos uma segunda parte e prolongamento fabulosos, mesmo com menos um jogador. Isto foi de uma grande equipa, grandes jogadores, com grande caráter e uma grande ideia. Uma equipa que dá prazer. Quem ama e respeita o futebol, gosta de ver o FC Vizela jogar. Acho que isso é unanime.”

CONFIANÇA DA EQUIPA: “Por aquilo que o FC Vizela tem feito nos últimos jogos não merecia ter uma série tão negativa. Olhamos para os jogos e em todos eles fomos superiores. Em todos eles merecíamos conquistar pontos e nalguns deles ter ganho. Uma equipa que começa o jogo e lida com lances duvidosos sempre contra a mesma equipa, isso dá tranquilidade ou tira tranquilidade a uma equipa que passa um mau momento? Mesmo com essas contrariedades, a falhar alguns passes, o que fizeram a seguir? Aquilo que eu gosto, deram novamente a cara, procuraram ligar o jogo e mostraram coragem em promover a nossa ideia. Isso ficou aqui demonstrado claramente. Os meus jogadores nunca desistiram, mesmo nesse período em que as coisas não saiam bem, mantiveram personalidade, crença e qualidade de jogo muito grande. A imagem que tenho do jogo é a de que não passou a melhor equipa em campo.”

ALTERAÇÕES: “Concordo que a primeira parte foi a melhor parte do adversário. Se olharmos mesmo para a primeira parte, foi equilibrada. O Vitória SC foi feliz num autogolo. Alguns jogadores que não estavam a jogar procuravam ganhar aqui algum ritmo, também para perceberem que todos eles são opção. Têm de estar preparados para a oportunidade. É evidente que, com as mexidas, fomos mais acutilantes. O Guzzo deu um jogo posicional que o Diego não estava a dar porque o Diego estava sempre a jogar à frente da pressão e não estava a relacionar-se bem com o Samu e o Claudemir. Os nossos médios têm de ter a capacidade de aproveitar o espaço e o Vitória SC estava a dá-lo. Fizemos a alteração do Kiko porque o Sarmiento, além de estar comprometido por falta de rotinas de jogo, o que é perfeitamente normal, não estava a ser agressivo ao ponto que queríamos. O Kiko conseguiu dar isso. São jogadores que precisam de crescer com os jogos. O campeonato é longo e eu vou precisar deles todos. Treinam bem e eu dou a oportunidade a eles todos. Acreditava que o jogo ia ser equilibrado e podia ir a prolongamento, então meter jogadores mais rotinados na segunda parte podia dar-nos mais possibilidades de dominar o jogo. Foi o que aconteceu. Nós, treinadores, temos de pensar nesses cenários todos.”