Claudemir chegou às cinco centenas

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O médio cumpriu marca histórica no jogo com o Arouca e foi hoje homenageado por colegas, equipa técnica e estrutura do Vizela. Agora quer celebrar da melhor maneira: com a permanência da equipa na I Liga. Depois… venham mais!

Claudemir chegou ao jogo 500 como profissional de futebol. O médio saiu do Brasil com 18 anos e abraçou então o profissionalismo. Começou na Holanda (pelo Vitesse), onde disputou 80 jogos. Depois passou por mais cinco países antes de regressar a Portugal, onde já tinha jogado pelo SC Braga. No Copenhaga (Dinamarca) fez 184 desafios. No Club Brugge, da Bélgica, contou mais 90 e na Arábia Saudita, pelo Al Ahli Jeddah, jogou mais 30 desafios. Seguiu-se o SC Braga, com Em Vizela conta com 23 desafios, o suficiente para atingir então esta marca bonita que deseja alargar.

“Quero agradecer em especial ao Vizela, que me permitiu atingir os 500 jogos. É um número que me diz muito. Lembra-me da luta que tivemos no começo, estar nas filas para fazer testes para ser jogador, a luta do meu pai, essas coisas. Passa tudo pela cabeça”, contou, emocionado, já depois de ter recebido uma camisola alusiva ao número e um quadro evocativo das mãos de Tiago Dias, Diretor Geral do FC Vizela, e Pedro Albergaria, Diretor Desportivo.

“Tenho um jogo na memória contra o Barcelona, pelo Copenhaga, em que marquei um golo. Foi memorável. Sete anos depois faleceu o meu pai e até coloquei essas botas para irem com ele. É um jogo que marcou a minha carreira e, de certeza, também a minha família”, reforçou, ele que assume que, se não tivesse sido futebolista, teria trabalhado com o progenitor na área do gesso.

Quis o destino que o Vizela vencesse no dia em que Claudemir celebrou este objetivo. “Foi um jogo especial por ter feito 500 jogos, mas acima de tudo por termos vencido. Quero agradecer à equipa técnica, jogadores, diretores. Sem eles nada seria possível. Foi uma emoção diferente, porque vínhamos de uma derrota. Conseguir uma vitória no jogo 500 foi muito bom”, reforçou, apontando depois ao jogo 600. “Se Deus quiser chegarei aos 600. Jogando pelo Vizela seria especial”, sorriu.

Claudemir marcou 33 golos ao longo deste período. Ainda procura a estreia a marcar pelo Vizela.